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Tem paciência Filipe, que isto é uma palhaçada de primeira.
E sem qualquer fundamento na Constituição, como aliás qualquer constitucionalista de terceira categoria pode confirmar.
Ah, sim?! E como resolves o problema da habitação. Será que os constitucionalistas das diferentes categorias são seres acima da necessidade dos outros.
Pedro, mais uma vez te digo, porque não aproveitas as futuras eleições no CDS/PP para te encontrares politicamente???
estas ideias nem no CDS/PP têm lugar - nas últimas eleições autárquicas também eles levantaram o problema das casas abandonadas. Aliás, na Mouraria ainda é possível encontrar um ou outro cartaz do PP em prédios em ruínas, a lembrar que nada foi feito.
No "partido do contra qualquer iniciativa porque tudo o que se diz é politicamente correcto e portanto não válido" é que deve haver vagas.
Não percebo como é que alguém pode achar esta manifestação uma palhaçada... as pessoas estão a exercer o seu exercício de liberdade e democracia e a expressar o seu descontentamento acerca de uma situação que é grave, real e muito complicada em Lisboa. Tiro o chapéu aos Lisboetas que sairam à rua e fizeram barulho e tentaram lutar por um direito que é seu... ao invés de estarem em casa de rabinho sentado no sofá à espera que os papás comprem uma casa nova aos meninos... Nem todos têm a mesma sorte de nascer num berço mais previligiado, e quem não a tem não tem outro remédio senão fazer ouvir a sua voz e tentar fazer valer os seus direitos. Um exemplo a seguir!
Mas qual problema da habitação ? A de uma cambada de candidatos a parasitas que querem andar a ocupar o que não é deles e que querem que os outros lhes paguem a habitação ?
Já me chega estar a ver a habitação dita social para uns, enquanto que outros pagam a preços de mercado. Por mim era simples, habitação social sim, mas rendas a preços de mercado, porque os seus ocupantes não são mais do que tu nem do que eu nem do que ninguém.
E não, não são nenhuns coitados.
Quanto ao fundamento supostamente jurídico, até há duas Constituições anotadas recentes, aconselho-te a ires por exemplo à Almedina a leres quer na Jorge Miranda/Rui Medeiros quer na Gomes Canotilho/Vital Moreira o que está lá escrito sobre o assunto.
Entretanto, se tu deixasses de ser complexado e de considerares de direita tudo quanto é o ser bonzinho e bem comportado fazias melhor. A grande maioria das pessoas é má por natureza.
Para além disso, o Estado não tem nada que andar a resolver problemas de habitação. Eu bem sei como os teria resolvido: no tempo próprio. Era ter mandado na altura própria, há 30 e 40 anos atrás, as barracas todas abaixo.
Ou temos nós que andar a pagar casas a outros que TINHAM casas para viver noutras zonas do País ou no estrangeiro e lá porque vieram para Lisboa ou para o Porto e decidiram construir barracas têm logo direito a viver à conta dos outros ?
Esse é o verdadeiro problema. Porque sobre a capa de solidariedade social o que existe é estar literalmente a sustentar uns à conta de todos.
E já agora: o CDS passa a vida a ter muita peninha dos pobrezinhos. E não acredita em sistemas públicos de Educação, de Segurança Social nem de Saúde. Nem na regulação da economia, onde na prática defende o salve-se quem puder, o capitalismo selvagem.
Caro Pedro Sá,
com tanta agressividade, acabaste por não perceber a questão geral.
Começas por questionar se existe um problema de habitação. É indubitável que existe, acho que isso nem é discutível. E este não se reduz apenas aos "candidatos" à habitação social, estende-se a uma grande parte da sociedade. Pense-se nos jovens que já trabalham e querem sair de casa e não conseguem pagar as rendas, só como exemplo. Ou nas famílias que não conseguem encontrar casas "pagáveis" em Lisboa. E por aí fora.
E isto tudo com milhares de casas abandonadas no centro das cidades. Com a agravante de muitas vezes compensar financeiramente deixá-las cair. O problema é que neste caso a simples lei da oferta e da procura não funciona. Porque existe mais oferta e mesmo assim tenho reparado que muitas casas no mercado há vários anos não descem o preço.
Portanto, é evidente que é necessário combater isto - não te preciso de explicar os riscos de uma cidade envelhecida e desertificada. A manifestação em causa pretendeu alertar para este facto e não se cingia apenas à questão dos bairros sociais. E se estás preocupado com o destino do "teu" dinheiro, também te digo que fica mais barato para o erário público (já nem falo das questões sociais, porque isso te assusta) realojar algumas famílias em prédios reabilitados do que continuar a construir torres e torres em bairros sociais fechados. De momento, muitos prédios da CML rendem 0 € - em termos meramente económicos não seria sempre mais rentável habitá-las, mesmo que fosse por aqueles que tu chamas "cambada de candidatos a parasitas", a pagar 100 € por fogo por mês, p. ex. (e também jovens)?
Não reduzas uma questão destas a meras vociferações anti-imi e emigrantes.
Tens todo o direito à crítica de determinadas medidas, mas também gostaria de ler algumas soluções da tua parte.
Exacto... ao invés de se debater o direito à habitação pelos "coitadinhos" debate-se sim o direito aos cidadãos a viverem a preços comportáveis na cidade. A habitação social é outro cavalo de guerra q não tem necessariamente de ser aqui relacionada... Ainda que eu considere altamente hipócrita e imoral andarem a correr com pessoas das suas casas (barracas ou não) e deixá-las desalojadas com a justificação de que não há casas, e depois afinal haver dezenas de prédios ao abandono! Se isto não é andar a gozar com quem trabalha, então não sei...
O direito à propriedade e ao negócio está a sobrepor-se aos direitos mais básicos dos cidadãos, nomeadamente o direito à habitação. Se isto não é imoral, então não sei...
E tens razão, Pedro Sá... de facto deve ser a maioria das pessoas q têm barracas aquelas que têm outras casas noutras cidades, quiçá até noutros países, possivelmente casa de campo com direito a piscina e tudo ou chalets na Suica, mas preferem viver em zonas degradadas da cidade e sem as mínimas condições sanitárias só porque é giro e divertido ser pobre, sei lá!
1. O Estado não tem que ajudar ninguém a sair da casa dos pais nem o seu contrário.
2. Pois existem casas abandonadas. Mas quem decide do destino das mesmas é obviamente o seu proprietário. E não se esqueçam que (e ainda bem que é assim) em caso de expropriação tem que se pagar pelo valor real da coisa...
3. Essa de uma cidade envelhecida e desertificada ter riscos é nova para mim e muito gostava de saber as justificações. Para além disso, qualquer geógrafo explica que o conceito de cidade mudou e muito e o que é relevante para esses efeitos é a área metropolitana.
4. Como já disse os realojamentos não me chocam, se a renda for paga a preço de mercado.
5. Não concordo com regimes especiais para jovens, porque se trata de uma infundada discriminação em razão da idade.
6. Eu nem falei de imigrantes. Não sou xenófobo nem racista, a propósito. A única referência e indirecta que fiz foi precisamente para que não houvesse dúvidas quanto a isso.
7. Então agora há direito a viver a preços comportáveis na cidade ? Tenham paciência: não há num lado há noutro.
8. Andar a impor o alojamento de pessoas na propriedade alheia é que é andar a gozar com quem trabalha.
9. O direito à habitação não está acima do direito de propriedade. São dois direitos do mesmo nível, embora me pareça evidente que o último só não seja por inteiro prevalecente porque podem existir expropriações: é que a propriedade existe por si, enquanto que o direito à habitação é uma norma programática.
10. Bem pelo contrário. A grande maioria dessas pessoas quer é não fazer nada e viver à custa dos outros, "sou pobre eles têm que me sustentar".
e em tantos pontos que enunciaste continuas sem indicar uma só solução ou início de solução ou início de início de solução.
Apenas foges às questões e se alguém diz "ui" dizes "iu" - és a canção "hello, goodbye" da blogolândia.
(Então uma cidade desertificada não é um risco? Essa é nova para ti? Onde vives? O que lês? O que comes? Onde pões os olhos? És geógrafo? Não confundiste geógrafo com sociólogo? Andas desertificado?)
p.s. acredito que não és racista, mas então tens que rever a tua escolha de palavras, tão própria dos comentários do correio da manhã. Porque dar a culpa a tipos que têm casas no estrangeiro e vêm para cá viver e "tirar abietação à giente" não me parece muito humanista. Não, não.
E as "cambadas de parasitas" e semelhantes, outra palavra que se ouve muito nas tascas bêbadas? Acho que ainda tens algumas questões ideológicas a resolver.
Deixo-te este espaço em baixo em branco, para poderes continuar a dizer que "Não" e que "discordas" e que "assim como está é que está tudo bem, porque sim".
Sei quando não vale a pena continuar a discutir. Aliás, és um chatarrão, um póliteloso tingido, uma mondificação imobiliária e uma esqualidez perene. E por aí fora.
Mesmo sem vontade nenhuma de responder depois da brutal arrogância demonstrada no último comentário, designadamente no último parágrafo...
1. Mas qual solução ? Não há solução ! As pessoas recorram à compra ou ao arrendamento, nos termos gerais.
2. Não, não é um risco. Um certo conservadorismo europeu é que tem a mania de achar que tudo o que sejam mudanças são um risco.
3. Eu disse "de outros pontos do país ou do estrangeiro". Claro que a simples referência ao estrangeiro para alguém que é pseudo-intelectual com mania que sabe mais que os outros e ainda por cima malcriado dá logo para querer fazer os imigrantes de vítimas (claro) que são sempre os coitadinhos que têm que ter a papinha toda feita e em condições mais favoráveis que os nacionais (e cidadãos da UE, por decorrência).
Aliás, porque isso dos imigrantes...os ucranianos podem viver sete e oito num quarto mas vejam lá se constroem barracas...
E antes que alguém tenha a ridícula ideia de me chamar racista, é bom lembrar que antes do 25 de Abril já havia barracas por cá, portanto não foi nenhuma ideia trazida de África nem nada que se pareça.
4. Uma pessoa que não queira fazer nada e que ache que os outros têm de o sustentar é o quê se não um parasita ?
5. O espaço dos comentários existe porque o FG assim o quer, não é porque tu queres e me dás espaço para isso.
6. Antes chato e outros que tais que arrogante, malcriado, elitista e cheio de peninha dos pobrezinhos (de facto, a ideologia de extrema-esquerda tantas vezes é tão parecida com o catolicismo mais reaccionário que até mete impressão).