Sem Experimenta Design
6 Comments Published by Filipe Gil on quarta-feira, janeiro 31, 2007 at 6:58 p.m..
Fiquei perplexo com a notícia de que a edição deste ano da Bienal de Design de Lisboa não iria ter lugar. Isto por falta das verbas anteriormente prometidas pela autarquia de Lisboa – na pessoa do seu presidente, Carmona Rodrigues.
"No lack enthusiasm at Portugal's ExperimentaDesign biennale (…). ExperimentaDesign takes a look at the past, envisions the future, shows how all branches of design interrelate, looks for interfaces with society and promotes an all-encompassing debate involving people from home and abroad, notably students, professionals, curators and journalists. Indeed, for anyone who's regular at design nowadays, ExperimentaDesign has to be a breath of fresh air."
In Frame [NL], Jan/Feb 2006
"Still in relative infancy, Lisbon's ExperimentaDesign aims to celebrate the contemporary movement in Portuguese creative culture. Attracting some of the biggest names in the design and architecture worlds, its success is its vibrant enthusiasm. (…) It is incredible that this independent initiative, created by the minds of enthusiasts, without any substantial governmental support, can generate this amount of positive energy, vibrant to a whole new generation Portuguese designers."
In DAM nº4 [BE], Nov/Dec 2005
Scoop sucks, but Romola don't!!!!
1 Comments Published by Filipe Gil on terça-feira, janeiro 30, 2007 at 5:28 p.m..

Fátima Moura da Silva in Diário Digital
«Agora há mais casais jovens a vir para Portugal, trazem os filhos e procuram as escolas portuguesas em vez das escolas estrangeiras, o que significa que a próxima geração de estrangeiros vai estar completamente integrada no país», afirmou Paul Luckman, director do jornal, durante a apresentação da sondagem anual do grupo.
Enquanto a percentagem de reformados provenientes do Norte da Europa caiu de 52,5% no ano passado para 46,86% este ano, tal como a dos quadros superiores ou empresários (37% em 2005 para 27,62%), o número de europeus empregados em Portugal aumentou de 10,5% no ano passado para 15,05% este ano.
No entanto, salientou que Portugal continua a ser um destino preferencial para os europeus do Norte com poder de compra mais elevado, nomeadamente porque o sector imobiliário no país é mais caro e mais reduzido que na vizinha Espanha, onde se encontra cerca de um milhão de residentes estrangeiros vindos do Norte da Europa.
Embora os europeus do Norte residentes em Portugal continuem na maioria (40,36%) a situar-se entre os 50 e os 65 anos, seguidos pelos que têm mais de 65 (30,49%), o grupo entre os 35 e os 50 (20,83%) anos está a crescer, disse Luckman.
A comunidade estrangeira analisada no estudo - que se calcula atingir 100 mil residentes - é constituída sobretudo por ingleses, alemães, holandeses e irlandeses. O estudo tem uma amostra de 600 inquiridos.
Faz em Abril 25 anos que a Assembleia da República discutiu a legalização do aborto. Um deputado do CDS esclareceu o hemiciclo sobre a razão do NÃO: «O acto sexual é para ter filhos», exclamou João Morgado. A resposta de Natália Correia em forma de poema obrigou à interrupção dos trabalhos parlamentares. É importante recordá-lo nos dias de hoje e sempre que a hipocrisia invade o debate sobre a despenalização da mulher que abortou. (in esquerda.net)
preciso e imaculado fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão sexual petisco manduca,
temos na procriação prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento, lógica é a conclusão
de que o viril instrumento só usou - parca ração! - uma vez.
E se a função faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção, ficou capado o Morgado.
Natália Correia - 3 de Abril de 1982
Lisboa...triste, Lisboa
1 Comments Published by Filipe Gil on segunda-feira, janeiro 29, 2007 at 5:13 p.m..Lisboa precisava de um homem ou mulher sem vícios à frente da edilidade. Um Sá Fernandes. Um gajo independente e que amasse Lisboa mais do que a própria carteira. Precisamos de uma cidade à frente, liberal, mestiça que respeite os costumes das diferentes Lisboas que existem. Virada para a cultura, para os eventos para todos, ter uma verdadeira movida, e não apenas o Lux.
Esta cidade tem uma cultura tão rica e peculiar que dá dó vê-la assim, tão mal tratada. Lisboa que é uma mulher bonita, está a tornar-se uma velha desdentada com cheiro a mofo. Daquelas coitadas que se sentam nos degraus das Igrejas a pedir uns trocos com a mão.
Lisboa precisa de ser agitada. Lisboa precisa de um partido politico só para tratar da cidade. Um partido de Lisboa, sem interesses em mais altos voos. Será que um dia a nossa sociedade irá evoluir nesse sentido?
Queremos uma Lisboa com partes da cidade ricas e bonitos e tudo o resto desolador, ou queremos uma cidade viva, jovem, para a classe média, urbana, mas verde, cultural, sem ser elitista, bonita no seu todo e muito "à frente" em relação a outras cidades que tais.
Actualmente, se compararmos o nível de vida e as coisas que acontecem Lisboa, no espectro ibérico está ao nível de Valência, quando se devia bater pela liderança desta coisa chamada Ibéria. Enfim. Lisboa definha e estar a ser adiada, e temo que demore uns anos a recuperar.
Caros leitores. A conspiração para se votar SIM começou neste blogue!!!
Estrangeiros em Lisboa
1 Comments Published by Filipe Gil on quinta-feira, janeiro 25, 2007 at 9:20 a.m..Le Cool: Como está Lisboa ao nível da música electrónica?
Yari: Ainda faltam algumas coisas... Em Espanha, por exemplo, o mercado é muito maior. Mas acho que há cada vez mais espaços, mais produtoras e mais pessoas a fazer música electrónica. Tenho pena é que depois das quatro da manhã não haja muita oferta em temos de espaços. Depois das 04:00 para onde é que as pessoas vão? Para o Lux! Gosto muito do Lux mas não quero ir lá sempre...
Como descreves os lisboetas?
São muito descontraídos, muito “deixa andar”. Por isso é que fui ficando cá e não penso voltar à Finlândia. Eu próprio já me sinto um bocadinho lisboeta. Já cá estou há 14 anos, vivi quase metade da minha vida aqui.
Quais são as tuas zonas de Lisboa preferidas?
Gosto muito do Bairro Alto e também de andar pela baixa. Eu prefiro Lisboa, por exemplo, a Barcelona. Há um grande hype em torno de Barcelona, sobretudo a nível de música electrónica. Mas ainda a semana passada lá estive e nunca trocaria Lisboa por Barcelona. É como o Alan [aka Portable – dj sul africano actualmente a residir em Lisboa] diz: “Shhhhh... não fales a ninguém sobre Lisboa porque senão toda a gente vem para cá!”
Simples e grandiosa
4 Comments Published by Filipe Gil on quarta-feira, janeiro 24, 2007 at 1:30 p.m..Já a conheci a pensar que ia morrer e a dizer que estava doente. Mas no fundo no fundo era muito saudável e tinha uma cabeça de fazer inveja a pessoas com menos cinquenta anos. Veio da “terra” muito nova para trabalhar como criada interna na casa de uns senhores ali na Lapa. Foi lá que viveu até se mudar para a casa que a viu morrer, no Largo do Rato. Tive um filho que morreu muito novo. Só anos mais tarde descobri que a foto que estava pendura da sala, a de um menino de calções com uma farta cabeleira que mais parecia um chapéu, era a do tio que nunca conheci, o filho que ela perdeu como uma doença para a qual na altura não havia cura. Ninguém soube quem era o pai, e eu nem sequer sei o nome dele. Só pensava que não deve haver coisa mais terrível que enterrar um filho…
A tia Virgínia tomou conta da minha mãe e da minha tia, com muitos erros à mistura, mas com muito amor. E foi a mãe que elas perderam quando ainda eram muito novas. Foi muitas vezes uma pessoa difícil, mas ao mesmo tempo muito ternurenta. Não era uma pessoa indiferente – e isso era uma das coisas que mais gostava nela. Nos últimos anos rodeava-se das fotos dos sobrinhos, os verdadeiros e os emprestados. Quando era pequeno adorava ver as telenovelas em família, algumas ainda a preto e branco, e ela comentava tão depressa a casa muito bem arranjada das personagens, como o facto de achar mentira as lágrimas que escorriam nas faces brasileiras.Tinha a mania de dormir com umas sete almofadas e de ter os chinelos bem afastados da cama para não sonhar. Adorava estar à janela e a pendurar roupa para secar, mesmo sendo proíbido. E era fã do 13 de Maio, onde a televisão ficava por sua conta. Até estar mais debilitada, adorava ir votar, sempre nos “xuxas” como chamava os socialistas ainda do tempo do Mário Soares.
A Virgínia era muito católica, ao ponto de a cada domingo de missa matinal na RTP 1 tanto eu como a minha irmã – ainda crianças - e impacientes que os desenhos animados começassem, tinhamos que lhe dar um beijo, tal como faziam as pessoas no culto televisivo. No fundo achava piada àquele ritual. Aqueles beijos ternurentos que nos deixava a cara um pouco húmida, e me fazia limpar, mal virasse a cara, era tudo o que gostava de receber agora e para os próximos anos.
E, apesar do esperado, nunca se está à espera de beijar um corpo frio antes de ele ser depositado na terra. Nunca se está à espera de ver os nossos pais chorarem que nem umas crianças. Para mim, e embora sabendo da impossiblidade da coisa, a Virgínia era eterna, era aquela velhota que lá estava, que me amava loucamente, que me dizia para ser alguém na vida, e para eu fazer a barba…
Quem me conhece sabe que ligo muito pouco à Igreja e a padres, e que adorava mesmo era ter uma bela discussão filosófica com um para lhe explicar que Jesus Cristo foi o primeiro Bloquista de Esquerda da terra. Mas ontem na missa do velório, o padre fez referência à grandiosidade da vida simples da minha tia. Achei a coisa mais acertada que alguma vez disseram sobre ela. Uma pessoa simples, sem grandes posses, com o seu feitio difícil, benfiquista, socialista, extremamente católica e grandiosa. Era a matriarca da família. Vai ser difícil passar pela sala de jantar e não a ver por lá. E só espero que esteja feliz, esteja onde estiver…
Virgínia 1915-2007
4 Comments Published by Filipe Gil on segunda-feira, janeiro 22, 2007 at 7:46 p.m..
A Tia Virgínia faleceu.
A minha tia, que foi sempre a avó que não tive, deixou-nos. E mesmo quando já todos esperávamos que tal acontecesse, não deixámos de ser assaltados pelo veredicto final. A tia Virginia tomou conta de mim desde que praticamente nasci. E agora, para o final da sua vida, tive o prazer de voltar a dividir a casa onde eu cresci. Muito fica por dizer sobre esta Senhora, voltarei aqui mais tarde sobre isso, agora é momento de homenagem e de pensar no sorriso dela quando há cerca de dois meses disse que iria voltar a viver com ela no Lg. do Rato e que estaria em casa sempre que ela necessitasse.
Um grande beijo para ti, estejas onde estiveres.
Ver alguém a morrer, por muito velho que seja, é uma coisa horrível. Ver e sentir todos os dias que essa pessoa está a desaparecer, que cada vez está menos connosco, que não responde, não come, não reage, e que cada minuto que passa pode ser o último, é terrível. Mesmo quando a pessoa em questão tem mais de noventa anos, mesmo quando sabemos que é o normal da vida é morrer, é uma sensação muito estranha. É tão estranho que a única coisa que temos garantido quando nascemos, a morte, continua a ser tão difícil de aceitar. Não nego que apesar do estado ser débil ainda tenho esperança que ela fique entre nós durante mais tempo. Será justo pedir isto?
Mais um cartaz importante
5 Comments Published by Filipe Gil on sexta-feira, janeiro 19, 2007 at 3:30 p.m..O partido Socialista, que outrora foi o meu, e no qual votei nas últimas legislativas, não pára de me desiludir, agora é esta emenda às boas ideias de Cravinho. Assim, o PS caminha a passos largos para ser o partido do centrão político. O local preferido de muitos ditos socialistas. Que já não o são há muito....
PS não vai agendar projectos de lei anti-corrupção de João Cravinho
O deputado socialista João Cravinho anunciou hoje que irá entregar no Parlamento dois projectos de lei em matéria de corrupção, mas o grupo parlamentar já garantiu que não os irá agendar por considerá-los “não adequados nem consistentes”.
A decisão de “depositar na Assembleia da República” os dois diplomas em matéria de corrupção, além de duas propostas de alteraão à Lei de Acesso a Documentos Administrativos, foi anunciada por João Cravinho numa breve declaração aos jornalistas à saída da reunião do grupo parlamentar do PS.
“Apresentarei, tão brevemente quanto possível, dois projectos de lei e duas propostas sobre alteração à Lei de Acesso a Documentos Administrativos”, afirmou o deputado socialista in Público, 19.01.06
As três coisas que me irritam actualmente na sociedade portuguesa
(coisas não importantes, claro):
- As filas intermináveis no Chiado/Baixa a para comprar as cápsulas de café Nespresso. Isto tudo quando se pode fazer a encomenda pela Internet. Parece que dá status estar à porta a dizer, “eu também tenho um máquina destas”. Uma coisa é verdade, o café é caro, as máquinas são estupidamente caras, mas o café é excelente. Mesmo assim não merece a bicha.
- A geração entre os 50 a 60 e poucos têm agora uma nova moda: andam na rua com o aparelho bluetooth na orelha. E falam ao telefone assim, no meio da rua. Uma coisa que é para ser utilizada no carro, ou na empresa, enquanto escrevemos ao computador, outra coisa é ver os senhores com as suas proeminentes barrigas e de brinco na orelha...a piscar uma luz azul… faz lembrar aqueles acessórios que os “Quer flor” vendem juntamente com as rosas platisficadas…
- As farmácias decidiram colocar os maiores e mais horríveis reclames às sua portas. Cruzes verdes, com lettering em encarnado, grandes e horríveis do mais piroso gosto. Aquilo devia ser proibido. Dá cabo de uma fachada de uma prédio. Parece a entrada para uma discoteca…

Ontem fui ao King (vá, digam lá, sou fashion, intelectual de esquerda, etc e tal) ver um filme de um realizador português Hugo Vieira da Silva, chamado Body Rice. A história parecia interessante. Como é um gajo com influências de fora, por viver em Berlim, tive esperança que fosse um filme português diferente. Da onda do Alice, daqueles que não são feitos apenas para os amigos e ex-professores de curso. Mas não...é o típico filme lento, sem sentido que o cinema português ainda faz (às vezes penso como é possível que o realizador fique contente com o resultado. Imagino o tipo na sala de montagem a dizer "a bosta que fiz é tão grande que algum crítico a vai qualificar de arte").
Ok, eu sei, temos uma dependência cultural francesa muito grande, mas até os franceses estão a deixar de fazer filmes assim. O que vale é que a nova geração de realizadores está aí, como o Marco Martins e o fabuloso Alice.
Conselho: não vale a pena ir ver o Body Rice. Não vale a pena os 5 euros. Vão antes ver o novo do Linklater: Fast Food Nation. Deve ser muito melhor.
Led bombing in Lisbon
2 Comments Published by Filipe Gil on quinta-feira, janeiro 11, 2007 at 5:56 p.m..
Happening: Led Bombing em Lisboa
As luzinhas que vêem na imagem são pequenos imans com pilhas. Chamam-se leds e são a ideia mais luminosa que já se acendeu no cérebro da cultura underground urbana. O movimento começou em Nova Iorque e o primeiro "led throwing" de sempre foi assim. Assim nasceu o electro-graffiti, se lhe quiserem dar um nome. Se não quiserem, entendam como umas das mais bonitas manifestações de arte pública e de intervenção colectiva. Para terem uma ideia do que é e o que pode fazer um pouco de luz nas nossas vidas, vejam isto. E agora, Acorda Lisboa! Dirige-te já para o Parque das Nações! Algo despertou na cidade e tu tens que fazer parte do primeiro Led Bombing em Portugal. Para estar lá, ver, participar, delirar e iluminar mesmo os que não querem acordar. Luzes luzes (in LeCool.com Lisboa)
Vejam mais informação aqui:
http://www.graffitiresearchlab.com
e também aqui:
http://www.movimentoacordalisboa.com

Porque é que em Portugal o movimento Okupa é mal visto e inexistente???. Porque é que não há lugar - com tanto espaço por ocupar em Lisboa -, para estes espaços nascerem , desde, claro, que com fins culturais como acontece em Londres, Barcelona, Berlim ou Amesterdão.
Por serem marginais? Sim marginais às regras de vivência da sociedade, mas completamente inseridos nela, já que estes centros respeitam os seus "vizinhos" e produzem cultura. É um estilo de vida diferente, mas respeitável e artisticamente produtivo. Em outros países, em troca da produção cultural e social, estes centros têm luz, água e acesso à Internet gratuitos, apesar de serem vigiados pelas autoridades (não censurados) para observarem a utilidade da sua produção.

O mesmo se passa com o grafitti. Muita gente vê o grafitti como algo marginal. Eu falo do grafitti bem feito, não estou a falar da vandalização de autocarros com aquelas assinaturas estúpidas. Mas o grafitti é uma forma de arte urbana muito importante. Que bebe e dá de beber às correntes actuais de arte. Só para recordar que Keith Harring e Basquiat começaram como writers nas ruas de Nova Iorque.
Grande SLB do Dubai
0 Comments Published by Filipe Gil on quarta-feira, janeiro 10, 2007 at 6:57 p.m..http://mirandajuly.com
Amazing.



And also the Apple TV, a device that connects wireless your iTunes to your "big flat screen", and there you can watch series, music videos, photos and movies that you have on your computer. It works in Mac or PC computers. But it does look better in a Mac!!!
É falar sobre a vida, e isso é gezellig.
Fijne weekend, allemaal!
Cool Exhibition: "Volume"
0 Comments Published by Filipe Gil on quarta-feira, janeiro 03, 2007 at 2:29 p.m..The V&A and PlayStation present Volume
Created by United Visual Artists and one point six
The piece is a collaboration between design collective United Visual Artists (UVA) and Robert Del Naja (aka 3D) of Massive Attack and his long-term co-writer Neil Davidge (as part of their music production company, one point six).For more information see: http://www.uva.co.uk/
It was great, amazing company. Nice hosts.
And althogh it isn´t the most beautiful city in Europe. Far away from Lisbon, Amsterdam, Paris or Barcelona, there is something about London that i really enjoyed.
Maybe is the lifestyle it´s a bit like Amsterdam. Just to say that enters to the top 3 of the city in Europe that i could live.
LOND(always)ON
















