Este senhor é o presidente da câmara de Amesterdão, Job Cohen, sobre o evento PICNIC.
Seria muito interessante: www.picnicnetwork.org/

...de visitar museus no estrangeiro.
É tão bom visitar esses espaços em cidade como Madrid, Barcelona, Roterdão, Amesterdão, Paris ou Londres, como também o deve ser em outras urbes que ainda não visitei.
O que mais gosto nestes espaços são, não só as obras de arte de extrema beleza, ou não, mas também observar as pessoas de diferentes nacionalidades, de outros locais do globo que, naquele preciso momento estão no mesmo local que nós. Nunca, em quase 99% das hipóteses, as iremos ver novamente, ou raspar nelas para poder ver a tal obra do Van Gogh ou do Goya.
Essas coincidências tornam esses momentos tão únicos e singulares, envolvidos naquela arte toda. Perfeito só se tivermos o Art Teacher do Rufus Wainwright na cabeça - mas isso já seria demasiado rocócó.
O Museu Reina Sofia (na foto), o Thyssen Bornemisa, de Madrid, A Casa de Picasso em Antibes, e o seu museu em Barcelona, o Museu do Vaticano, o Stedelijk de Amesterdão (onde passei lá tantas horas...), a Tate Modern, de Londres, estão entre os meus preferidos, até ao momento.
Em Portugal, e até agora, só na Exposição das obras do Amadeo Souza-Cardoso ou em algumas exposições de Serralves consegui ter esta sensação. Mas estou com muita curiosidade da colecção do Berardo, no CCB.
Aviso desde já que vou comprar carro, mas que me recuso a estacionar em segunda fila ou em cima do passeio, para além de que o utilizarei apenas quando achar necessário. O prazer que tenho de vir a ler um livro no Metro é algo que me faz falta no dia-a-dia.
Mas vejam este interessante post sobre Sevilha e os carros...e o exemplo tuga, aqui: http://menos1carro.blogs.sapo.pt/
Os EUA precisam de justificar a presença das tropas no Iraque - para, entre outras coisas, alimentar a industria bélica dos amigos da administração Bush. E agora que Gordon Brown já falou que vai retirar algumas tropas do Iraque, nada como um vídeo do sr. Bin - que há muito que já deve estar morto-, para manter o medo no mais poderoso país do Mundo.
Só acredita quem quer. A mim não me enganam...que palhaçada...
Pavarotti - tributo
10 Comments Published by Filipe Gil on sexta-feira, setembro 07, 2007 at 5:07 p.m..Ao tenor que levou a ópera ao povo. Grazie Mille
I love this song...
Estou a ler um livro excelente “ A Morte de Theo Van Gogh” do escritor holandês Ian Buruma. Quem quiser perceber um pouco da Holanda actual, bem como da Europa que vivemos, pelo menos aquela que se situa para lá dos Pirinéus, é algo imprescindível.
Para mim está a ser um grande prazer, apesar do tema não ser dos mais simpáticos.Especialmente porque no dia do assassínio do realizador holandês, eu estava lá, na Holanda.
Lembro-me que acordei cedo, em Delft, liguei a televisão, como fazia todos os dias, e vi que o Theo Van Gogh tinha sido brutalmente assassinado perto do Oosterpark, numa rua que só mais tarde vim a conhecer. Apanhei o combóio para ir para a capital holandesa para o meu curso de neerlandês. Lembro-me igualmente da consternação das pessoas na rua, e dos diálogos que o meu esforço para perceber aquela língua que tanto prazer me dá em ouvir. Recordo a vergonha de tal ter acontecido numa terra como a Holanda. Nas aulas recordo igualmente o meu professor de holandês, do qual não me lembro o nome, mas que sei ter uma livraria especializada chamada Evenaar (Equador), em pleno bairro Jordaan, quase gritar furioso: “ Dat kan niet gebeuren in Amsterdam, dit is de vrijheid land”, ou seja: Isto não pode acontecer em Amesterdão, esta é a terra da liberdade. E fiquei impressionado.
Naquele momento a Amesterdão naif desapareceu. Não houve uma guerra civil, como se pensava que na altura poderia acontecer, mas as coisas nunca mais voltaram a ser as mesmas. Testemunhei um período muito importante da história recente da Holanda.
De volta ao livro, aconselho até para nós portugueses percebermos como se lida com as frustrações nacionais. O autor faz uma comparação fantástica com a selecção holandesa (Oranje) e as suas vitórias e derrotas e a reacção dos holandeses e da sociedade holandesa – para aqueles que me conhecem, sabem que é para mim a sociedade mais avançada da Europa. E mesmo assim as coisas más acontecem. Imperdível.



