#Espresso Conspiracy


Alguém que pensa como eu...

Aqui jaz um post que transcrevia uma entrevista sobre um português que vê Lisboa e Portugal de uma outra forma, e com quem eu, vindo de Amesterdão há cerca de três meses, concordo em muito. A pedido do autor retiro a entrevista, que pode ser lida em www.lecool.com, na edição de Lisboa.

Gosto de opiniões diferentes, mas acho que nós jovens/adultos portugueses continuamos a aceitar muito mal as critícas que nos são feitas. Falta coragem a esta geração para mudar um pouco um país que vive atrasado uns bons 15 anos em relação ao vizinho do lado e uns bons 30 em relação à Europa do centro.
Somos a geração recibo verde, e não fazemos nada para mudar!

Claro que não é necessário ir lá para fora para mudar, ou sermos bons, ou cool, etc. Aliás, um dia até posso dizer o que detestei em Amesterdão (muito pouco, aviso já). É uma questão de feitio. Sentimo-nos bem nos locais que têm a ver connosco, nada mais. Vamos lá fazer o favor de ser felizes, onde quer que seja. Obrigado pelos comentários.

13 Responses to “Alguém que pensa como eu...”

  1. # Blogger jota

    Hmm... Percebo o que queres dizer. Mas não percebo a incoerência do rapaz. Então gosta das tascas e não aprecia a "bica e o copo de água"? Querem uma tirada mais portuguesa do que esta? E levar a acompanhante a beber um copo a um bar irlandês não lembra a ninguém. Excepção feita aos milhares de escoceses que ontem invadiram Lisboa, claro.  

  2. # Blogger Filipe Gil

    Não concordo em 100 por cento. Eu também não gosto da Bica e do copo de água, mas acho piada às tascas.

    Lisboa tem tanto, tanto potencial, mas é uma cidade muito dura para se viver, muito dura para quem está sozinho. É violenta. Muito. E pouco confortável. Tem os seus encantos, mas não está feita para as pessoas se sentirem confortáveis.  

  3. # Anonymous Anónimo

    Eu acho que ele é um típico tuga. Diz mal do país que o viu nascer, vai para fora como muitos lusitanos têm feito desde o tempo das Descobertas (e os que não foram embora têm pena de não terem ido também...) e acha que Lisboa é uma cidade pequenina demais para ele, habituado que está às maravilhosas Londres e Nova Iorque... É também uma espécie de pedantismo pseudo-moderno e muito fashion! O melhor do tuguismo numa só entrevista! Isto apesar de concordar com algumas coisas que ele diz, mas eu próprio também sofro deste "mal" que é ter nascido nesta Pátria mal-amada pelos seus próprios filhos.  

  4. # Anonymous Anónimo

    a minha opiniao pode nao coincidir com a dele em tudo, também, mas estou cá há um mês, depois de um ano por essas bandas e sinto bem o que ele diz...  

  5. # Blogger Pedro Sá

    A partir do momento que não acredito minimamente que penses como ele tal é a quantidade de disparates arrogantes que ele diz...  

  6. # Blogger Filipe Gil

    Sá, são visões diferentes. Não concordo com tudo, mas o sentimento que ele manda cá para fora, é o mesmo que o meu. Não é deixar de gostar disto, mas é sentir que não temos nada a ver com isto. E isso já vem de trás, nunca fui um daqueles (que respeito) que a bica e o pastel de nata são as melhores coisas do mundo, ou mesmo o bacalhau.

    As únicas coisas que me prendem aqui é a família, amigos e trabalho. De resto continuo a sentir-me um verdadeiro estrangeiro, numa cidade muito pouco aprazível para se viver. Isto, claro, quando temos a noção de que há outras formas de vida.  

  7. # Anonymous Anónimo

    Hellooo!!! Acordem!!! Dizer mal de Portugal é do maior portuguesismo que há. O verdadeiro lusitano é o que detesta aqui viver e está sempre a dizer mal de tudo e de todos. Esse tal João Tordo é apenas um rapaz com espírito de taxista que se inspirou na onda Lux de Londres e Nova Iorque. Nada mais! Hehehe!  

  8. # Blogger jota

    Quer-me parecer que, no fundo, temos todos razão. FG, se tivesses nascido na Holanda, tenho a certeza que adorarias tudo isto. Chama-se a isso inconformismo e é bom. Desde que não levado ao exagero. E dizer-se que não gostamos da "bica e do copo de água" parece-me um exagero. Ou, tal como diz a emorbita, demonstra falta de sentido de humor.

    Portugal tem piada, meus caros. As senhoras da terrinha com um bigode maior do que o meu têm piada; a mini garrafa de Martini que, ao que sei, só se vende em Portugal, tem piada; os carros com coletes retroreflectores nos bancos têm piada; o naperon por cima da tv tem (muita) piada; e o facto de sermos os nossos maiores críticos também tem piada.

    É tudo uma questão de perspectiva, portanto. Da mesma forma que os Holandeses (por exemplo) não são todos cool, trendy e sei lá mais o quê que lhes queiram chamar, também os portugueses (e Portugal) sofrem dessa saudável heterogeneidade.

    E eu que gostava tanto de ter uma amiga com buço...  

  9. # Anonymous Anónimo

    Olá,

    eu sou o tal "rapaz com espírito de taxista" que se inspirou na onda tal e tal de não-sei-quê...queria apenas agradecer ao FG (não sei o teu nome) por ter lido a entrevista, e queria pedir-lhe também que a retirasse do blog. Não é muito agradável ser chamado estes nomes todos por pessoas que nem sequer conheço. Não concordo muito com esta coisa pública dos blogues em que cada um diz o que pensa sem ter de dar a cara - acho injusto para os outros que não podem responder no momento ou argumentar, ou mesmo explicar porque é que pensam isto ou aquilo. Não estou a dizer mal de um lugar só por dizer - todos os lugares têm coisas boas e más e a pergunta era, especificamente, sobre as coisas que eu não gostava, tantas como as que não gostei noutras cidades.

    obrigado
    João Tordo  

  10. # Anonymous Anónimo

    P.S. Ah, já agora, o meu email é jbtordo@yahoo.co.uk, para quem quiser falar comigo directamente. É que também é uma forma de "tuguismo" dizer mal de toda a gente nos blogues sem nunca termos de nos confrontar com os seus argumentos. Chama-se cobardia.  

  11. # Anonymous Anónimo

    Aqui está o TG que te "atacou", caro João Tordo. E eu sí não dou a cara porque nao se metem fotografias nos blogues dos outros, mas o meu comentário está assinado com as iniciais do meu primeiro e último nome. Não me acobardei com um comentário anónimo, como é muito usual pelos blogues. Se quiseres falar comigo aqui está o meu mail: tiago.guilherme@hotmail.com
    Já agora é só para te dizer que não tinha qualquer intenção de ofender quem quer que seja. A não ser consideres um taxista um ser menor. Referi-me aos taxistas por eles se queixarem o tempo todo com o País, mas apesar de tudo considerei que eras mais sofisticado falando dos "Lux's estrangeiros". Não que eu adore o verdadeiro Lux (cada vez gosto menos de lá ir), mas é a discoteca que a maioria dos jovens relaciona como um local sofistido. De qualquer forma, se te sentiste ofendido só tenho que te pedir desculpa. Eu também referi que concordo com algumas coisas que dizes nas entrevistas e identifico-me com elas. Talvez por eu também ser de 1975... Não sei. Mas aqui fica o meu testemunho directo. Preferi dizer isto por aqui, em vez de te mandar um mail pessoal, porque foi aqui que supostamente te "ataquei" e não gosto memso nada de cobardias. Os meus melhores cumprimentos. Um abraço. TG (Tiago Guilherme)  

  12. # Anonymous Anónimo

    ERRATA: isto de escrever à pressa é o que dá... Erros e mais erros. Na primeira linha ler "só" em vez de "sí". Na 15ª linha ler "sofisticado" em vez de "sofistido". Na 18ª linha ler "na entrevista" em vez de "nas entrevistas". Na 22ª linha ler "mesmo" em vez de "memsmo". Obrigado  

  13. # Blogger jota

    Desculpem a insistência, mas há aqui qualquer coisa que não me parece bem. Talvez esteja enganado, mas sempre pensei que os blogs fossem espaços de diálogo por excelência. Daí a possibilidade de postar comentários e – pasme-se – opiniões. Creio que ainda é assim que se expressam os argumentos, não? Ou será que nos outros países – os mais “evoluídos” – já se inventaram novas formas de argumentar? Atenção que pergunto isto com a maior humildade. Afinal de contas, tirando algumas viagens ocasionais à civilização, sempre vivi por aqui mesmo. Bem sei que aquilo que eu chamo país é, para alguns, apenas o Anexo (daqueles que se constroem nas traseiras da casa, com caixilhos e vidros espelhados) da Europa, mas estarei errado ao pensar que é indiferente se assino com gazu ou Jaquim do Anexo? Nem eu nem nenhum dos demais “postadores” nos escondemos do que é realmente importante: as ideias que defendemos. E penso que nenhum de nós foi insultuoso para com o entrevistado. Limitámo-nos apenas a expressar uma opinião pessoal que, nalguns casos, é contrária à opinião de alguém que deu uma entrevista a um meio de comunicação e, por isso, a tornou pública.

    E escrever livros e dar entrevistas tem destas coisas. Umas vezes os outros concordam connosco, outras nem tanto. Não podemos é gostar (ou ter necessidade) de aparecer e depois vir pedir que retirem deste ou daquele meio as palavras que proferimos, sob o pretexto de que não queremos ser comentados por pessoas que nem sequer conhecemos! Até porque, caro João, das duas uma: ou conhece todas as pessoas que lêem – ou vão ler – os seus livros, ou então será melhor encomendar já uma boa dose de Compensan...

    Para terminar, e respondendo ao seu post scriptum, peço desculpa pela maçada de não lhe dar o meu e-mail. Não se trata de cobardia, como tão eloquentemente referiu, mas sim de uma opção pessoal. E lógica, já que os meus argumentos são deixados aqui e, ao contrário do que refere, gosto de ler os argumentos dos outros também aqui. É – também para isso – que servem os blogues.  

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