#Espresso Conspiracy


Day After

Agora que as eleições acabaram, que António Costa ganhou, sem maioria – e ainda bem. Agora que Helena Roseta está na Câmara, que Sá Fernandes continua, é isto que peço:

  • Mais parques e zonas de recreio com muitas árvores, porque estamos num país do Sul.

  • Espaços verdes junto ao Tejo

  • Mais ícones arquitectónicos (com arquitectos nacionais ou internacionais)

  • Mais reabilitação, sobretudo na Baixa

  • Mais eventos culturais (de todas as vertentes)

  • Ciclóvias, criação de rede de bicicletas municipais LISBIC, como se faz em Barcelona.

  • Proibição da circulação automóvel em certas zonas

  • Um verdadeiro plano para a cidade

  • Aposta na cidade criativa

  • Salas de chuto com assistência

  • Coffe-shops no Bairro Alto (poucos)

  • Terraplanar o Parque Eduardo VII

  • Associações culturais com Okupas

  • Fiscalização dos automóveis mal estacionados

  • Tornar a cidade inimiga do carro.

  • Criação de locais para pequenas empresas à beira Tejo.

  • Manutenção da calçada portuguesa apenas nos bairros históricos

  • Anuário criativo de Lisboa

  • Reorganizar os passes urbanos, em conjunto com as empresas de transportes da Grande Lisboa

  • Ter uma cidade mais tolerante, mais aberta, menos xenófoba e racista. Uma cidade mais aberta às minorias e às diferenças
  • Electrico rápido (vulgo Tram) a cobrir a maioria de Lisboa.

8 Responses to “Day After”

  1. # Blogger TG

    Concordo em geral com tudo. Mas, para já, e devido à quase falência económica da Câmara, só peço uma melhor limpeza das ruas, arranjo dos passeios, restrição cada vez maior dos automóveis no centro da cidade, limpeza dos ditos grafittis (ou rabiscos) das paredes dos prédios de Lisboa e sua criminalização, arranjo de jardins e espaços verdes e progressiva recuperação de edifícios das zonas históricas. Se se começar a fazer isto já considero positivo. O resto terá que se esperar pelas próximas eleições, daqui a dois anos. Comecem pelo mais simples, que no fundo é o mais importante, dado o descalabro a que a Câmara de Lisboa e a cidade chegaram.  

  2. # Blogger Pedro Sá

    Comentários:

    1. A higiene pública já ficou a perder com a eleição de Manuel João Ramos para vereador.

    2. Realmente parques e zonas de recreio antes de mais que isso é algo que em termos de manutenção sai caríssimo, muito mais do que o que se possa pensar.

    3. Em bom rigor, o que menos falta são espaços verdes junto ao tejo.

    4. Ícones arquitectónicos ? E dinheiro para isso ? Para além disso não é por decreto que as coisas se tornam ícones. Basta ver o que se passou no alto do parque Eduardo VII.

    5. Eventos culturais...isso é algo que deve partir em toda a linha dos privados. Para mais, não há dinheiro.

    6. Mais realista é abrir os corredores BUS às bicicletas. Não me parece, entretanto, que uma LISBIC ou coisa parecida fosse correr muito bem para já pelo menos...

    7. Proibição da circulação automóvel em certas zonas só é viável em casos como os que já existem para Alfama e Bairro Alto. Isto é, casos bem específicos.

    8. Toda a gente ainda está para saber o que é uma cidade criativa.

    9. Salas de chuto sempre tive as minhas reservas porque é algo que cheira a asilo.

    10. Sempre achei que a lógica associada à existência de coffee-shops é apenas permitir o consumo de drogas em determinados espaços. Logo, se considerarmos o que acontece actualmente por exemplo no Bairro Alto, a abertura desses espaços teria um efeito contrário ao pretendido.

    11. 100% de acordo com a terraplanagem.

    12. Discordo até às últimas consequências de qualquer tipo de associação com okupas, que nada mais são do que criminosos a ocupar a propriedade alheia, e cujo modus vivendi não deve de forma nenhuma ser promovido (nem que seja porque nenhum outro o é nem deve ser por órgãos públicos).

    13. "Cidade inimiga do carro". Até parece que os carros andam sozinhos. Tem juízo.

    14. Pequenas empresas à beira-Tejo ? Er...mas isso vai implicar MAIS movimento automóvel precisamente onde não se deve fazer nada nesse sentido !

    15. Totalmente de acordo com a substituição da calçada portuguesa por trief.

    16. Já aqui tinha dito que é boa ideia o anuário criativo.

    17. A reorganização dos passes vai ser inevitável com a implementação das áreas metropolitanas de transportes.

    18. Essa da cidade mais tolerante é ridícula. O que vai na cabeça das pessoas não é da conta da Câmara.

    19. Como já aqui disse também, essa ideia dos eléctricos é muitíssimo interessante, mas faseada e a longo prazo.

    20. Eu não vejo mesmo possibilidade nenhuma de retirar automóveis do centro da cidade...e o "problema" é só um e chama-se rio Tejo...

    21. Os graffitis já constituem crime de dano...  

  3. # Anonymous Anónimo

    Lista Filipe Gil.

    Com este plano para Lisboa eu votava na lista Filipe Gil:)

    bjs

    Joana  

  4. # Blogger Filipe Gil

    Caro Sá,

    1.Porque razão a eleição de Manuel João Ramos é higiene pública? Porque razão um gajo que se preocupa com os peões é incómodo? Será que te esqueces que também és peão?

    2.Há muitas mais coisas que sai caríssimo. Como por exemplo pagar a assessores que nada fazem na CML e que só lá estão a apanhar tachos dos partidos políticos. Por isso se há dinheiro para jantaradas e reuniões no Ritz, também as deve haver para parques e zonas de recreio.

    3.Não existem espaços verde de jeito à beira Tejo. Os jardins não estão desenhados para o usufruto de todos. Há alguns, mas aquela linha de combóio só separa a cidade. Há que fazer pressão com o Porto de Lisboa para que se faça um grande parque à beira Tejo.
    4.Quando falava de ícones arquitectónicos tem a ver com a competitividade das cidades. Sabes o que é Bilbao? E os turistias que puxa, apenas por causa de um edifício. O que está no cimo do Parque nada tem a ver com isso, no máximo é um ícone gay.
    5.A Câmara tem de dar o apoio aos eventos culturais, em conjunto, claro que os privados. Vê o festival de cinema Europeu que vai para o Estoril. Muito bom. E a CM de Cascais vai dar o apoio. É disso que falava.
    6.Corria sim. Cada dia vejo mais bicicletas. Nem que seja por uma questão financeira. Agora faz-me muita confusão que as pessoas sejam contra. Até parece que vão ser obrigadas a vir de bicicleta.  

  5. # Blogger Pedro Sá

    1. Manuel João Ramos não é nem nunca foi um defensor dos peões. É um activista anti-automóvel, ponto final. Pior, tornou-se um activista nesse sentido depois de a respectiva filha ter morrido num acidente creio que no IP5. O que significa que defende o que defende fora de bases racionais.

    2.

    a) Tu não fazes mesmo ideia de quanto custa a manutenção de um parque;

    b) É verdadeiramente inacreditável estar a assistir a alguém que tem educação a dizer que os assessores estão a coçar a micose - não tenho elementos que me permitam dizer quer isso quer o seu contrário, mas pelo que conheço de assessores de outras câmaras presumo que façam alguma coisa;

    c) Também é verdadeiramente inacreditável ver uma pessoa com instrução a dizer que os dinheiros públicos vão para jantaradas e reuniões no Ritz. Isto não é a república das bananas ! E fora isso nunca ouvi falar de nenhuma actividade do género realizada nesse local;

    d) Lá porque tu gostas de parques e os holandeses passam a vida neles achas que isso é o que toda a gente gosta ou devia ser obrigada a gostar.

    3. Não sei para que precisas de um grande parque ali. Aliás, não vejo razão nenhuma para que se faça qualquer tipo de parque ali, e passo a explicar porquê: o único espaço possível seria a zona actualmente ocupada por contentores após Santa Apolónia.

    O primeiro pensamento é tirar dali os contentores, mas...para onde ? Se o porto se situa na cidade, alguma zona há-de estar reservada para eles.
    Podemos então pensar: tira-se o porto da cidade, e é construído um novo em zona relativamente próxima.
    E digo eu: pior a emenda que o soneto. Antes ter contentores numa certa área da cidade (quanto menor, melhor) do que assistirmos às consequências da mudança que passariam necessariamente pela degradação ambiental e eventual inutilização de praias.

    4. Que eu saiba as pessoas estão mais interessadas no interior do Guggenheim que no seu exterior.

    5. A Câmara não tem que apoiar coisa nenhuma. Porque isso é estar a assumir uma posição relativamente a gostos, que por natureza são em absoluto subjectivos.

    6. Eu não tenho nada contra as bicicletas. Acho é que uma LISBIC neste momento era meio caminho andado para o roubo de bens públicos e para o vandalismo...  

  6. # Blogger sofia

    Bem!
    Dão-me licença? Então aqui vai de minha justiça.

    Um parque não tem de ter altos custos de manutenção, relva (ou mesmo sem relva), uns pinheiros e arbustos resistentes, não estamos a falar em orquídeas e jardins japoneses!
    http://www.flickr.com/photos/fgc/88375141/

    É claro que os dinheiros públicos vão para jantaradas e para outras fins muitos menos apropriadas!
    http://diarioeconomico.com/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/destaque/pt/desarrollo/708548.html

    Quer dizer, os nuestros hermanos, que em Madrid tem um riacho em vez de rio criaram parques e fontes para colmatar a falta de verde e água e nos aqui, é o que se vê, betão! Parques, todo o tuga gosta! Nunca deves ter ido a Belém ou à expo ao fim de semana?!?!?


    O ponto 4 é mesmo dahhhh! Sidney Opera House, diz-te alguma coisa? http://lipearq.blog.com/1154958/

    O executivo camarário (este e qql outro) está lá para governar e disso faz parte apoiar iniciativas das mais variadas índoles e isso não tem nada haver com gosto tem haver com cultura.

    http://www.flickr.com/photos/anabananasplit/299414830/

    E não tenho tempo para mais.  

  7. # Blogger Filipe Gil

    Grande coment  

  8. # Blogger Pedro Sá

    1. Sofia, sério, não fales do que não sabes...vai saber p.ex. quanto custa por ano a manutenção do Parque dos Poetas em Oeiras...

    2. Não vi uma única referência a jantaradas nesse artigo do Diário Económico. E já agora, parece-me que o Ritz seria um local indicado para certas e determinadas recepções.

    3. Dizia e muito bem na minha última Assembleia Municipal um presidente de junta que é ridícula a conotação negativa que a palavra "betão" ganhou em Portugal, pois o betão é um material nobre, e que serve entre outras coisas para construir hospitais, escolas, casas para as pessoas viverem.
    Para além do mais, retiremos os pais de criancinhas e os casais de namorados e teríamos belém e a expo às moscas...embora eu não tenha nada contra parques, apenas contra a obsessão pelos parques.

    4. Não há relação custo-benefício. E alguém vai a Sydney por causa daquele edifício ??? É que uma coisa é um edifício com valor histórico, bonito por bonito vê-se em qualquer fotografia na internet...

    5. Governar não é apoiar iniciativas. Governar é tratar de coisas bem mais importantes que essa. De infra-estruturas. De questões sociais.

    Para além disso, cultura é tudo aquilo que é produzido pelo homem.  

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