Oh FG... Olha que na Dinamarca, países escandinavos, Bélgica, Alemanha, Suiça, Áustria, França e em muitos outros países da Europa há cidades bem mais trombudas... Amesterdão não representa a Europa nem o mundo...
Mas eu falei aqui de Amesterdão?????? Porra, não se pode fazer um crítica a Lisboa e aos Portugueses. Somos um povo triste e daí, mas vale isso que um triste povo...se bem que às vezes.
Lisboa tem muitíssimos defeitos, a maneira dos portugueses vivem tem mudado muito nos últimos anos. As pessoas têm menos dinheiro e são mais infelizes. Basta andar de transportes públicos para ver a cara das pessoas.
Agora, eu não falei de Amesterdão, porra!!! Aliás tenho o cuidado de não o fazer na maioria das vezes. Mas, já que perguntam, sim, na maioria das vezes achei que os holandeses fossem um povo com mais razões para rir do que nós, o que nunca percebi muito bem, pois o Sol brilha mais para estes lados...
isso e metermo-nos nos shoppings aos fds, ou também é pecado dizer isso???
1. A única coisa diferente que vejo daqui para outro lado qualquer é o stress ser maior.
2. CLARO que acho isso foleiro. Perto do Castelo estavam a passar MC Serginho, estava tudo parado, pedi para meterem música PIMBA, meteram e logo a coisa animou e MUITO EHEHEHEHEHE. Agora não sei o que isso tem a ver com ideologia. Santos pedem BAILARICO e música PIMBA !
3. Lá estás tu com os Shoppings, e que tal se respeitasses os outros para seres respeitado em vez de estares a julgar as opções legítimas de quem vai lá porque quer e não é obrigado ?
FG, concordo ctg e com o Herman (com grande pesar no meu coração). Lisboa anda triste e carrancuda, sim senhor... tb verdade seja dita que as pessoas lá têm mais razão para andar cabisbaixas que na Holanda ou na Dinamarca - entao agora c o aquecimento global, que estes países se estão a tornar bastante solarengos! Cada vez mais me impressiona como as pessoas têm de facto um poder de compra muito superior na Holanda. OK, o dinheiro não compra a felicidade, mas se não tivermos de andar a contar os trocos no fim do mês para conseguir comer e se nos sobrar qualquer coisa para cultura, espectáculos, divertimento, etc, vamos andar de certeza de melhor cara. Concordo com o Sá qdo diz que há mais stress, mas isso acarreta mais caras carrancudas e mais sobrolhos levantados... Quanto aos DJs na rua, acho muito bem. Há espaço na cidade para agradar a gregos e a troianos. Nem toda a gente se diverte com pimba. Eu cá não tenho muita paciência... E a brasileirada de má qualidade tb me faz alguma confusão...
Lisboa não é Portugal... Mas ninguém disse que era!
Grrr que raiva... O que andam aqui a dizer é mesmo tuga... Que somos uns coitadinhos, que somos tristes, que somos carrancudos, que somos pobres, que somos infelizes, que somos maus, que somos corruptos, que somos feios, que somos o pior que pode haver... Se somos tantas coisas más e não gostam de si próprios nem do vosso povo, ao qual pertencem, façam algo para mudar: andem sorridentes, puxem o País para cima, digam bem das vossas cidades, dêem o exemplo. Andar sempre a criticar é o que as pessoas fazem desde o tempo da fundação! Mudem, mudem, mudem e não se queixem tanto...
Mas fazer uma constatacao nao e' puxar o pais para baixo... Admitir-se que ha' um problema e' o primeiro passo para a cura! Negar que ha' problemas e' meter a cabeca na areia... e acho que quem vem de fora tem uma perspectiva exterior e por isso mais imparcial de como andam as coisas em Portugal, pois tem outros termos de comparacao e consegue fazer um melhor quadro em relacao a diferentes pontos no tempo... Estando fora do contexto pode apreciar-se melhor o todo, com mais imparcialidade. Negar-nos o direito 'a observacao e 'a critica e' que e' tipicamente "portugues", no pior sentido da palavra...
Oh Reciclada, por acaso até bateste na porta errada. Vivi no estrangeiro (perto de onde estás) alguns anos e sei muito bem ver o que está bem e o que está mal... E sim, estar sempre a dizer mal por tudo e por nada é puxar o País para baixo. Ser equilibrado é o correcto. Mas as pessoas que acham que Portugal é apenas um poço sem fundo de defeitos tem duas soluções: emigra e nunca mais cá volta (já que isto é tão mau) ou luta dentro do País para construir a sua visão do que deveria ser Portugal. Falar e não fazer nada... é incoerente. Claro, há sempre o álibi de dizer que são uns coitadinhos e Portugal não lhes dá oportunidades para poder mudar as coisas... Para esses, digo que no passado houve pessoas que deram a vida por determinados valores. Quando se está tão seguro de um visão do mundo e quer lutar-se por ele não pode haver desculpas. O resto é blá, blá, blá... Se os capitães de Abril só se queixassem e não tivessem arriscado para fazer uma revolução (que poderia ter corrido mal) se calhar ainda estavamos numa ditadura. Lutem por aquilo que acreditam se querem mudar Portugal. Fugir para outro país é a outra solução...
Olha, agora quem esta a bater na porta errada es tu. Sempre estive envolvida em movimentos civicos, politicos e apoliticos, associacoes de estudantes, etc, toda a minha vida. Sempre me bati pelo que acreditava e continuarei a faze-lo sempre que tiver oportunidade para isso. Nunca me queixei de bracos cruzados e sempre fui 'a luta. Critico a sociedade portuguesa em muitos aspectos, mas admiro-a noutros. Se tivesses acompanhado o meu blog desde ha mais tempo saberias muito bem o quao errada e' a leitura q estas a fazer da minha pessoa (basta perguntares ao FG que acompanha as minhas escritas ha ja bastante tempo e sabe o que e' q a casa gasta). Nao fugi para outro pais, simplesmente apeteceu-me experimentar a vida noutro contexto e tenho o direito a tal. E isto nao me pode esterilizar de todo e qualquer direito a opiniao! Irrita-me que as pessoas considerem que so' porque vivemos noutro pais somos automaticamente invalidados de dar uma opiniao sobre o que se passa em Portugal. O facto de se apontar alguns defeitos (que de facto existem) nao e' dizer que esta' tudo mal. Este argumento e' altamente demagogo! Algumas coisas estao mal, ou nao? Vais dizer que e' tudo um mar de rosas? Eu acho profundamente errado que tenhamos os politicos corruptos que temos, a miseria que temos, a falta de suporte social para quem realmente precisa... Sim, claro temos montes de coisas boas... mas as coisas que estao mal em Portugal neste momento sao bastante serias e sao o suficiente para fazer com que muita gente nao tenha a qualidade de vida com que sonha e a qual tem direito. Se isso e' culpa dos Portugueses, dos politicos, da Europa, dos extra-terrestres ou do Pai Natal, isso agora e' outra questao completamente diferente. Fazer uma formacao no estrangeiro e' uma forma de intervir positivamente no desenvolvimento da sociedade portuguesa. Encontro-me num pais mais rico que dispoe de infraestruturas e tecnologias as quais nao teria acesso em Portugal. Privo com pessoas de todo o mundo, que enriquecem incrivelmente a minha pessoa nao so' profissional como intelectualmente, abrem-me horizontes para "caminhos" que de outra forma nao teria conhecido. Um dia qdo voltar a Portugal vou poder passar estas experiencias e competencias adquiridas aos meus estudantes, aos que comigo trabalham e aos meus filhos. Esta e' uma das contribuicoes que estarei a dar para uma sociedade mais justa. Pode ser a uma microescala, mas e' tao ou mais importante que segurar num cartaz e ir gritar para a frente da Assembleia da republica. Ha' varias formas de luta.
Tens o direito a tudo o que quiseres Reciclada. Nem tenho nada contra ti, até porque não te conheço. Só critiquei uma opinião tua. Tem a importância quem tem... e não é muita. É através da argumentaçãon que se chegam a algumas conclusões. Acho óptimo estares a formar-te no estrangeiro para depois aplicares conhecimento aqui em Portugal. Como há vários outros europeus que estão a formar-se em Portugal na área da investigação científica para depois irem para os seus países. Caso não saibam, e até pode parecer estranho para alguns 'velhos do Restelo', a investigação científica portuguesa é das melhores em todo o mundo em muitas áreas. Sobretudo em universidades de Lisboa, Porto e Aveiro (esta última tem sido mesmo um exemplo a nível europeu). O que contraria a ideia que em Portugal a formação é toda má e que não há oportunidades para ninguém. E Reciclada, claro que eu sei que há imensas coisas que estão mal em Portugal. Eu não sou cego nem extraterrestre. Mas também é tão português achar que tudo o que é de fora é bom e o que é do nosso país é mau... não digo que penses sempre assim, nem estou a falar de ti. Mas é um sentimento geral dos portugueses. Eu prefiro valorizar o que é nosso. Talvez eu seja mesmo o mais estrangeiro de todos. Tal como os turistas que visitam o nosso país, fico encantado com os nossos bairros, com a nossa luz, com os cheiros das ruas, com os sons, com as nossas comidas, com a nossa língua, com o nosso poder de desenrascanço, com a nossa música, com o nosso saudosismo, com a nossa vida nocturna, com a nossa forma de estar na vida. Isso sempre me encantou, sobretudo depois de ter vivido fora de Portugal. Olho sempre para as coisas como um estrangeiro e gosto do que vejo. Sinto-me bem junto de pessoas que apesar de menos cívicas que no resto da Europa (exceptuando talvez a maioria de Espanha, quase toda a Itália e toda a Grécia), sinto que os portugueses são genuinos. Algo que é mais raro pelo norte da Europa. Conforta-me saber que os portugueses não são muito interventivos, mas caso haja uma crise gravíssima sabem responder aos problemas com bom senso. Não me esqueço da forma como os portugueses se uniram em relação a Timor-Leste. Os ingleses unem-se com a morte de uma princesa, nós unimo-nos em torno de um povo que foi chacinado. Acho que somos mais nobres, apesar de republicanos. Gosto do asseio dos portugueses, em contraponto com o mau cheiro corporal dos países do Norte. Gosto da nossa simplicidade, gosto da nossa diferença. Claro que não gosto do pouco civismo que é geral, não gosto dos carros a mais, não gosto de algum conservadorismo, não gosto do pouco cuidado das nossas ruas, não gosto da maioria dos políticos, não gosto do nosso "deixa estar". Mas como já disse, qualidades e defeitos têm todos os povos. Sobretudo, os portugueses são genuinos, se gostam fazem uma festa se nao gostam fazem má cara. Podemos ser trombudos (como dizia o Herman), mas mais vale isso que sorrisos de plástico. Prefiro sempre a verdade à falsidade.
Discordo com a generalização do norte da Europa. Nem todos são assim, principalmente os nórdicos e os germânicos. São bastante sinceros - às vezes até de mais.
Isto não quer dizer que são melhores que nós. Só que, quanto a mim, não acho tanta piada assim aos nossos hábitos, aos nossos cheiros, etc. Ao contrário de ti, TG, o facto de ter vivido fora veio acentuar as coisas más que temos por cá, ao invés de me mostrar que temos coisas muito boas (o que é verdade), faz-me falta coisas que não existem cá, e que me fazem falta na vivência.
Vivi dois anos numa sociedade com a qual eu tenho mais a ver. O problema é só meu. Mais nada.
Acho que os portugueses não são simpáticos (são-no para os estrangeiros), somos tão racistas, ou mais, que outros países europeus. E detesto o desenrasca e o facto de pensarmos só nas coisas à última da hora. E, sobretudo de ser muitos comodistas. Odeio o nacional seguidismo o a pouca expressão que as minorias têm nesta sociedade.
Custa sempre mais do dobro fazer alguma coisa nova aqui. É-se sempre criticado, sempre!
Claro que também detesto o sentimento de que tudo o que vem de fora é bom, e o que temos cá não presta. E é exactamente isso que odeio. (Onde estão os lindos cafés de Lisboa?) Acho que a piada de Portugal foi-se com o Salazar, e está a ser muito difícil recuperá-la.
É só isso que penso e que sinto. E tomara não me sentir assim, seria muito menos frustrante viver aqui no Oeste. Agora entram as guitarradas do fado e a voz da Amália (que apesar de ser das melhores vozes do mundo, não gosto)
Claro, cada um gosta do que gosta. Isso não é criticável. O que eu não acho justo é estar a definir o que é bom e o que é mau conforme os nossos próprios interesses. Poucas coisas do estrangeiro me fazem falta em Lisboa. Se calhar dás importância a coisas que para mim são irrelevantes. Mas isso é uma questão de gosto. Não me aflige nada que os grupos que estão na moda em Londres cheguem 6 meses depois a Portugal, tal como não me interessa nada que uns determinados ténis nem cá apareçam. Quanto às mentalidades pde-me chatear algumas coisas, mas eu não ligo muito ao que os outros pensam e como pensam... E mesmo nas mentalidades noto diferenças abissais de ano para ano. E sinto isso em Lisboa. Não estou a falar de outras cidades do País, que conheço mal e pouco me dizem. Sei que sentes falta de maior cosmopolitismo, mas isso também tem mudado na última década. Basta pensar non que era Lisboa nos anos 90 e no que é agora. Se calhar tenho tido a sorte de ter amigos que têm boa onda (como é o teu caso), tal como no meu trabalho tenho encontrado pessoas com uma cabeça aberta, desde os mais novos até aos que têm a idade dos nossos pais. E isso é excelente. Nas ruas sinto que as pessoas não são assim tão retrógadas como às vezes fazes crer a quem te lê. Claro que Lisboa tem gente parva e bronca... mas isso há em todo o lado. Mas, como disse, não sinto falta de quase nada que exista no estrangeiro e não haja na nossa capital. Pelo contrário, no estrangeiro sinto falta de muitas coisas que existem aqui. Mas como te disse, isso é algo muito pessoal. E ja agora uma sugestão, se queres um sítio mesmo, mesmo muito à frente tens de ir a Nova Iorque. Uma das mais fantásticas cidades do mundo, onde tudo acontece... Lisboa é apenas mais uma simpática capital europeia, linda de morrer, onde se vive calmamente (tirando os que vivem nos seus subúrbios) e que tem um charme e encanto como poucas no mundo. Quem gosta e sabe apreciar isso, sente-se muito bem, quem prefere outro género e estar no centro do mundo, não é a cidade ideal.
Ó TG, claro que não tem a ver com ténis. Aliás, se o fosse até era mais giro que não existem cá e, sortudo como sou em viagens poder trazer coisas que mais ninguém tem. Sim, de facto a banda X ou Y não vir cá tocar irrita-me, porque adoro concertos. Mas irrita-me sobretudo os poucos acontecimentos culturais que ocorrem em Lisboa. E o pouco apoio estatal que existe.
Mas o que me queixo é mais uma questão de uma maneira de viver, de uma falta de "vibe" na cidade. Essa tal vibe encontra-se muito de leve no Chiado e no Bairro Alto.
Não sei explicar, é algo que se sente. Talvez seja o não haver uma pressão social tão grande em Amesterdão para se mostrar o que se tem do que aqui.
É o facto da criatividade, artes e afins ser visto como algo importante, e não como cá, que ou é coisa de elites, ou não há tempo porque o Colombo está aberto até à 23h...
É o facto de teres muitas, mas muitas mesmo, nacionalidades diferentes a viverem e a fazerem uma cidade.
É a descontracção das pessoas. O gosto por algumas tradições: piqueniques, incluídos; cá tudo isso é considerado foleiro por causa do novo riquismo exacerbado que se vai passando.
Enfim, expliquei 1% das coisas, e mal explicadas. Mas são muitas coisas que a mim, e sublinho, só a mim me fazem muita falta. E não preciso ir para Nova Iorque (que devo adorar), mas basta Amesterdão, Barcelona, Berlim, talvez Estocolomo, ou Londres para se notar a diferença. No entanto, e como sabem Amesterdão está e estará sempre em primeiro.
FG: Porque é que odeias a pouca expressão das minorias ?
Lá por serem minorias têm que ser direito a mais expressão que os outros ?
O que é relevante é que não haja discriminação e que todos se expressem. De resto, quero lá saber se a coisa vem de uma minoria ou não.
2.
Realmente cabe aos nossos impostos fazer com que haja mais acontecimentos culturais em vez de as pessoas mexerem o rabinho como fazemos todos na nossa vida privada... :SSSS
3.
Se parasses para pensar e verificasses que estás literalmente a querer impor uma maneira de viver que te agrada e um determinado estilo à cidade e às pessoas... Em qualquer caso a mania das aparências continua e continuará. E garanto-te que não tens pior opinião disso do que eu.
4. Criatividade, artes e afins não é visto como importante em Portugal ? LOL ! Basta veres a reverência social que existe perante qualquer artista, a qual desde logo mete nojo. E que é inculcada desde a escola...bem me lembro de na escola secundária haver certas coisas que não era suposto fazer, mas se fossem os da área E ouvia-se sempre algo como "ah, são artistas..."
5. Disse aqui várias vezes e repito: quem vai aos centros comerciais é porque quer. E ainda bem que estão abertos até mais tarde, é da maneira que se abrem mais postos de trabalho.
6. Se há cá muitas nacionalidades ou não para o caso obviamente é indiferente. Um sítio não pode ser melhor nem pior por causa disso.
7. As modas são o que são. Actualmente acha-se piqueniques foleiros. Se calhar daqui a uns 30 anos estamos a gozar completamente com o que fazemos agora e de certeza estamos a gozar com a roupa que agora vestimos.
FG, estás certamente a falar de determinados acontecimentos culturais, já que Lisboa tem um teatro de ópera, variadíssimos concertos de música clássica, um centro cultural com programação própria, tem vários teatros em actividade, exposições, galerias e uma das cinco melhores fundações do mundo, que é a Gulbenkian. Aliás basta ver o Guia Cultural de Lisboa e percebe-se rapidamente, que todos os dias acontecem muitas coisas. Presumo que te estejas a referir a uma cultura de rua, com pequenos concertos em jardins ou praças produzidos praticamente por anónimos. Isso é interessante, mas é uma ínfima parte da cltura. E saindo de Lisboa tens um País cheio de festivais onde aparecem grupos de todo o mundo. Em Lisboa tens dois festivais: o Super Rock Super Bock todos os anos e de dois em dois anos o Rock in Rio. É verdade que o Estado não apoia muito, mas as pessoas não podem estar sempre a apoiar-se no Estado para criar. Quanto às câmaras proporcionarem espaços, isso sim, concordo contigo. Mas sinceramente não acho que Lisboa esteja assim taõ mal servida de cultura. Pode-se dizer que poderia haver mais coisas... e que Lisboa não é Londres e Paris, mas isso nunca será.
Trombudo é ele. Qualquer pessoa que andou por Lisboa ontem à noite tira a conclusão óbvia oposta.
Ontem foi dia de festa, e de pessoas alcoolicamente alteradas. O que ele diz tem a ver com o dia-a-dia, com o qual concordo plenamente.
Sá, foste aos Santos? Não achas uma cena foleira, de pseudo-esquerda armada em moderna, que ao inves de ouvir Quim Barreiros, coloca dj's nas ruas????
Oh FG... Olha que na Dinamarca, países escandinavos, Bélgica, Alemanha, Suiça, Áustria, França e em muitos outros países da Europa há cidades bem mais trombudas... Amesterdão não representa a Europa nem o mundo...
Mas eu falei aqui de Amesterdão?????? Porra, não se pode fazer um crítica a Lisboa e aos Portugueses. Somos um povo triste e daí, mas vale isso que um triste povo...se bem que às vezes.
Lisboa tem muitíssimos defeitos, a maneira dos portugueses vivem tem mudado muito nos últimos anos. As pessoas têm menos dinheiro e são mais infelizes. Basta andar de transportes públicos para ver a cara das pessoas.
Agora, eu não falei de Amesterdão, porra!!! Aliás tenho o cuidado de não o fazer na maioria das vezes. Mas, já que perguntam, sim, na maioria das vezes achei que os holandeses fossem um povo com mais razões para rir do que nós, o que nunca percebi muito bem, pois o Sol brilha mais para estes lados...
isso e metermo-nos nos shoppings aos fds, ou também é pecado dizer isso???
1. A única coisa diferente que vejo daqui para outro lado qualquer é o stress ser maior.
2. CLARO que acho isso foleiro. Perto do Castelo estavam a passar MC Serginho, estava tudo parado, pedi para meterem música PIMBA, meteram e logo a coisa animou e MUITO EHEHEHEHEHE.
Agora não sei o que isso tem a ver com ideologia.
Santos pedem BAILARICO e música PIMBA !
3. Lá estás tu com os Shoppings, e que tal se respeitasses os outros para seres respeitado em vez de estares a julgar as opções legítimas de quem vai lá porque quer e não é obrigado ?
lisboa não é portugal
FG, concordo ctg e com o Herman (com grande pesar no meu coração). Lisboa anda triste e carrancuda, sim senhor... tb verdade seja dita que as pessoas lá têm mais razão para andar cabisbaixas que na Holanda ou na Dinamarca - entao agora c o aquecimento global, que estes países se estão a tornar bastante solarengos! Cada vez mais me impressiona como as pessoas têm de facto um poder de compra muito superior na Holanda. OK, o dinheiro não compra a felicidade, mas se não tivermos de andar a contar os trocos no fim do mês para conseguir comer e se nos sobrar qualquer coisa para cultura, espectáculos, divertimento, etc, vamos andar de certeza de melhor cara. Concordo com o Sá qdo diz que há mais stress, mas isso acarreta mais caras carrancudas e mais sobrolhos levantados...
Quanto aos DJs na rua, acho muito bem. Há espaço na cidade para agradar a gregos e a troianos. Nem toda a gente se diverte com pimba. Eu cá não tenho muita paciência... E a brasileirada de má qualidade tb me faz alguma confusão...
Lisboa não é Portugal... Mas ninguém disse que era!
Grrr que raiva... O que andam aqui a dizer é mesmo tuga... Que somos uns coitadinhos, que somos tristes, que somos carrancudos, que somos pobres, que somos infelizes, que somos maus, que somos corruptos, que somos feios, que somos o pior que pode haver... Se somos tantas coisas más e não gostam de si próprios nem do vosso povo, ao qual pertencem, façam algo para mudar: andem sorridentes, puxem o País para cima, digam bem das vossas cidades, dêem o exemplo. Andar sempre a criticar é o que as pessoas fazem desde o tempo da fundação! Mudem, mudem, mudem e não se queixem tanto...
Mas fazer uma constatacao nao e' puxar o pais para baixo... Admitir-se que ha' um problema e' o primeiro passo para a cura! Negar que ha' problemas e' meter a cabeca na areia... e acho que quem vem de fora tem uma perspectiva exterior e por isso mais imparcial de como andam as coisas em Portugal, pois tem outros termos de comparacao e consegue fazer um melhor quadro em relacao a diferentes pontos no tempo... Estando fora do contexto pode apreciar-se melhor o todo, com mais imparcialidade. Negar-nos o direito 'a observacao e 'a critica e' que e' tipicamente "portugues", no pior sentido da palavra...
Oh Reciclada, por acaso até bateste na porta errada. Vivi no estrangeiro (perto de onde estás) alguns anos e sei muito bem ver o que está bem e o que está mal... E sim, estar sempre a dizer mal por tudo e por nada é puxar o País para baixo. Ser equilibrado é o correcto. Mas as pessoas que acham que Portugal é apenas um poço sem fundo de defeitos tem duas soluções: emigra e nunca mais cá volta (já que isto é tão mau) ou luta dentro do País para construir a sua visão do que deveria ser Portugal. Falar e não fazer nada... é incoerente. Claro, há sempre o álibi de dizer que são uns coitadinhos e Portugal não lhes dá oportunidades para poder mudar as coisas... Para esses, digo que no passado houve pessoas que deram a vida por determinados valores. Quando se está tão seguro de um visão do mundo e quer lutar-se por ele não pode haver desculpas. O resto é blá, blá, blá... Se os capitães de Abril só se queixassem e não tivessem arriscado para fazer uma revolução (que poderia ter corrido mal) se calhar ainda estavamos numa ditadura. Lutem por aquilo que acreditam se querem mudar Portugal. Fugir para outro país é a outra solução...
Olha, agora quem esta a bater na porta errada es tu. Sempre estive envolvida em movimentos civicos, politicos e apoliticos, associacoes de estudantes, etc, toda a minha vida. Sempre me bati pelo que acreditava e continuarei a faze-lo sempre que tiver oportunidade para isso. Nunca me queixei de bracos cruzados e sempre fui 'a luta. Critico a sociedade portuguesa em muitos aspectos, mas admiro-a noutros. Se tivesses acompanhado o meu blog desde ha mais tempo saberias muito bem o quao errada e' a leitura q estas a fazer da minha pessoa (basta perguntares ao FG que acompanha as minhas escritas ha ja bastante tempo e sabe o que e' q a casa gasta).
Nao fugi para outro pais, simplesmente apeteceu-me experimentar a vida noutro contexto e tenho o direito a tal. E isto nao me pode esterilizar de todo e qualquer direito a opiniao! Irrita-me que as pessoas considerem que so' porque vivemos noutro pais somos automaticamente invalidados de dar uma opiniao sobre o que se passa em Portugal. O facto de se apontar alguns defeitos (que de facto existem) nao e' dizer que esta' tudo mal. Este argumento e' altamente demagogo! Algumas coisas estao mal, ou nao? Vais dizer que e' tudo um mar de rosas? Eu acho profundamente errado que tenhamos os politicos corruptos que temos, a miseria que temos, a falta de suporte social para quem realmente precisa... Sim, claro temos montes de coisas boas... mas as coisas que estao mal em Portugal neste momento sao bastante serias e sao o suficiente para fazer com que muita gente nao tenha a qualidade de vida com que sonha e a qual tem direito. Se isso e' culpa dos Portugueses, dos politicos, da Europa, dos extra-terrestres ou do Pai Natal, isso agora e' outra questao completamente diferente.
Fazer uma formacao no estrangeiro e' uma forma de intervir positivamente no desenvolvimento da sociedade portuguesa. Encontro-me num pais mais rico que dispoe de infraestruturas e tecnologias as quais nao teria acesso em Portugal. Privo com pessoas de todo o mundo, que enriquecem incrivelmente a minha pessoa nao so' profissional como intelectualmente, abrem-me horizontes para "caminhos" que de outra forma nao teria conhecido. Um dia qdo voltar a Portugal vou poder passar estas experiencias e competencias adquiridas aos meus estudantes, aos que comigo trabalham e aos meus filhos. Esta e' uma das contribuicoes que estarei a dar para uma sociedade mais justa. Pode ser a uma microescala, mas e' tao ou mais importante que segurar num cartaz e ir gritar para a frente da Assembleia da republica. Ha' varias formas de luta.
Tens o direito a tudo o que quiseres Reciclada. Nem tenho nada contra ti, até porque não te conheço. Só critiquei uma opinião tua. Tem a importância quem tem... e não é muita. É através da argumentaçãon que se chegam a algumas conclusões. Acho óptimo estares a formar-te no estrangeiro para depois aplicares conhecimento aqui em Portugal. Como há vários outros europeus que estão a formar-se em Portugal na área da investigação científica para depois irem para os seus países. Caso não saibam, e até pode parecer estranho para alguns 'velhos do Restelo', a investigação científica portuguesa é das melhores em todo o mundo em muitas áreas. Sobretudo em universidades de Lisboa, Porto e Aveiro (esta última tem sido mesmo um exemplo a nível europeu). O que contraria a ideia que em Portugal a formação é toda má e que não há oportunidades para ninguém. E Reciclada, claro que eu sei que há imensas coisas que estão mal em Portugal. Eu não sou cego nem extraterrestre. Mas também é tão português achar que tudo o que é de fora é bom e o que é do nosso país é mau... não digo que penses sempre assim, nem estou a falar de ti. Mas é um sentimento geral dos portugueses. Eu prefiro valorizar o que é nosso. Talvez eu seja mesmo o mais estrangeiro de todos. Tal como os turistas que visitam o nosso país, fico encantado com os nossos bairros, com a nossa luz, com os cheiros das ruas, com os sons, com as nossas comidas, com a nossa língua, com o nosso poder de desenrascanço, com a nossa música, com o nosso saudosismo, com a nossa vida nocturna, com a nossa forma de estar na vida. Isso sempre me encantou, sobretudo depois de ter vivido fora de Portugal. Olho sempre para as coisas como um estrangeiro e gosto do que vejo. Sinto-me bem junto de pessoas que apesar de menos cívicas que no resto da Europa (exceptuando talvez a maioria de Espanha, quase toda a Itália e toda a Grécia), sinto que os portugueses são genuinos. Algo que é mais raro pelo norte da Europa. Conforta-me saber que os portugueses não são muito interventivos, mas caso haja uma crise gravíssima sabem responder aos problemas com bom senso. Não me esqueço da forma como os portugueses se uniram em relação a Timor-Leste. Os ingleses unem-se com a morte de uma princesa, nós unimo-nos em torno de um povo que foi chacinado. Acho que somos mais nobres, apesar de republicanos. Gosto do asseio dos portugueses, em contraponto com o mau cheiro corporal dos países do Norte. Gosto da nossa simplicidade, gosto da nossa diferença. Claro que não gosto do pouco civismo que é geral, não gosto dos carros a mais, não gosto de algum conservadorismo, não gosto do pouco cuidado das nossas ruas, não gosto da maioria dos políticos, não gosto do nosso "deixa estar". Mas como já disse, qualidades e defeitos têm todos os povos. Sobretudo, os portugueses são genuinos, se gostam fazem uma festa se nao gostam fazem má cara. Podemos ser trombudos (como dizia o Herman), mas mais vale isso que sorrisos de plástico. Prefiro sempre a verdade à falsidade.
Discordo com a generalização do norte da Europa. Nem todos são assim, principalmente os nórdicos e os germânicos. São bastante sinceros - às vezes até de mais.
Isto não quer dizer que são melhores que nós. Só que, quanto a mim, não acho tanta piada assim aos nossos hábitos, aos nossos cheiros, etc. Ao contrário de ti, TG, o facto de ter vivido fora veio acentuar as coisas más que temos por cá, ao invés de me mostrar que temos coisas muito boas (o que é verdade), faz-me falta coisas que não existem cá, e que me fazem falta na vivência.
Vivi dois anos numa sociedade com a qual eu tenho mais a ver. O problema é só meu. Mais nada.
Acho que os portugueses não são simpáticos (são-no para os estrangeiros), somos tão racistas, ou mais, que outros países europeus. E detesto o desenrasca e o facto de pensarmos só nas coisas à última da hora. E, sobretudo de ser muitos comodistas. Odeio o nacional seguidismo o a pouca expressão que as minorias têm nesta sociedade.
Custa sempre mais do dobro fazer alguma coisa nova aqui. É-se sempre criticado, sempre!
Claro que também detesto o sentimento de que tudo o que vem de fora é bom, e o que temos cá não presta. E é exactamente isso que odeio. (Onde estão os lindos cafés de Lisboa?)
Acho que a piada de Portugal foi-se com o Salazar, e está a ser muito difícil recuperá-la.
É só isso que penso e que sinto. E tomara não me sentir assim, seria muito menos frustrante viver aqui no Oeste. Agora entram as guitarradas do fado e a voz da Amália (que apesar de ser das melhores vozes do mundo, não gosto)
Claro, cada um gosta do que gosta. Isso não é criticável. O que eu não acho justo é estar a definir o que é bom e o que é mau conforme os nossos próprios interesses. Poucas coisas do estrangeiro me fazem falta em Lisboa. Se calhar dás importância a coisas que para mim são irrelevantes. Mas isso é uma questão de gosto. Não me aflige nada que os grupos que estão na moda em Londres cheguem 6 meses depois a Portugal, tal como não me interessa nada que uns determinados ténis nem cá apareçam. Quanto às mentalidades pde-me chatear algumas coisas, mas eu não ligo muito ao que os outros pensam e como pensam... E mesmo nas mentalidades noto diferenças abissais de ano para ano. E sinto isso em Lisboa. Não estou a falar de outras cidades do País, que conheço mal e pouco me dizem. Sei que sentes falta de maior cosmopolitismo, mas isso também tem mudado na última década. Basta pensar non que era Lisboa nos anos 90 e no que é agora. Se calhar tenho tido a sorte de ter amigos que têm boa onda (como é o teu caso), tal como no meu trabalho tenho encontrado pessoas com uma cabeça aberta, desde os mais novos até aos que têm a idade dos nossos pais. E isso é excelente. Nas ruas sinto que as pessoas não são assim tão retrógadas como às vezes fazes crer a quem te lê. Claro que Lisboa tem gente parva e bronca... mas isso há em todo o lado. Mas, como disse, não sinto falta de quase nada que exista no estrangeiro e não haja na nossa capital. Pelo contrário, no estrangeiro sinto falta de muitas coisas que existem aqui. Mas como te disse, isso é algo muito pessoal. E ja agora uma sugestão, se queres um sítio mesmo, mesmo muito à frente tens de ir a Nova Iorque. Uma das mais fantásticas cidades do mundo, onde tudo acontece... Lisboa é apenas mais uma simpática capital europeia, linda de morrer, onde se vive calmamente (tirando os que vivem nos seus subúrbios) e que tem um charme e encanto como poucas no mundo. Quem gosta e sabe apreciar isso, sente-se muito bem, quem prefere outro género e estar no centro do mundo, não é a cidade ideal.
Ó TG, claro que não tem a ver com ténis. Aliás, se o fosse até era mais giro que não existem cá e, sortudo como sou em viagens poder trazer coisas que mais ninguém tem. Sim, de facto a banda X ou Y não vir cá tocar irrita-me, porque adoro concertos. Mas irrita-me sobretudo os poucos acontecimentos culturais que ocorrem em Lisboa. E o pouco apoio estatal que existe.
Mas o que me queixo é mais uma questão de uma maneira de viver, de uma falta de "vibe" na cidade. Essa tal vibe encontra-se muito de leve no Chiado e no Bairro Alto.
Não sei explicar, é algo que se sente. Talvez seja o não haver uma pressão social tão grande em Amesterdão para se mostrar o que se tem do que aqui.
É o facto da criatividade, artes e afins ser visto como algo importante, e não como cá, que ou é coisa de elites, ou não há tempo porque o Colombo está aberto até à 23h...
É o facto de teres muitas, mas muitas mesmo, nacionalidades diferentes a viverem e a fazerem uma cidade.
É a descontracção das pessoas. O gosto por algumas tradições: piqueniques, incluídos; cá tudo isso é considerado foleiro por causa do novo riquismo exacerbado que se vai passando.
Enfim, expliquei 1% das coisas, e mal explicadas. Mas são muitas coisas que a mim, e sublinho, só a mim me fazem muita falta. E não preciso ir para Nova Iorque (que devo adorar), mas basta Amesterdão, Barcelona, Berlim, talvez Estocolomo, ou Londres para se notar a diferença. No entanto, e como sabem Amesterdão está e estará sempre em primeiro.
1.
FG: Porque é que odeias a pouca expressão das minorias ?
Lá por serem minorias têm que ser direito a mais expressão que os outros ?
O que é relevante é que não haja discriminação e que todos se expressem. De resto, quero lá saber se a coisa vem de uma minoria ou não.
2.
Realmente cabe aos nossos impostos fazer com que haja mais acontecimentos culturais em vez de as pessoas mexerem o rabinho como fazemos todos na nossa vida privada... :SSSS
3.
Se parasses para pensar e verificasses que estás literalmente a querer impor uma maneira de viver que te agrada e um determinado estilo à cidade e às pessoas...
Em qualquer caso a mania das aparências continua e continuará. E garanto-te que não tens pior opinião disso do que eu.
4. Criatividade, artes e afins não é visto como importante em Portugal ? LOL !
Basta veres a reverência social que existe perante qualquer artista, a qual desde logo mete nojo.
E que é inculcada desde a escola...bem me lembro de na escola secundária haver certas coisas que não era suposto fazer, mas se fossem os da área E ouvia-se sempre algo como "ah, são artistas..."
5. Disse aqui várias vezes e repito: quem vai aos centros comerciais é porque quer. E ainda bem que estão abertos até mais tarde, é da maneira que se abrem mais postos de trabalho.
6. Se há cá muitas nacionalidades ou não para o caso obviamente é indiferente. Um sítio não pode ser melhor nem pior por causa disso.
7. As modas são o que são. Actualmente acha-se piqueniques foleiros. Se calhar daqui a uns 30 anos estamos a gozar completamente com o que fazemos agora e de certeza estamos a gozar com a roupa que agora vestimos.
FG, estás certamente a falar de determinados acontecimentos culturais, já que Lisboa tem um teatro de ópera, variadíssimos concertos de música clássica, um centro cultural com programação própria, tem vários teatros em actividade, exposições, galerias e uma das cinco melhores fundações do mundo, que é a Gulbenkian. Aliás basta ver o Guia Cultural de Lisboa e percebe-se rapidamente, que todos os dias acontecem muitas coisas. Presumo que te estejas a referir a uma cultura de rua, com pequenos concertos em jardins ou praças produzidos praticamente por anónimos. Isso é interessante, mas é uma ínfima parte da cltura. E saindo de Lisboa tens um País cheio de festivais onde aparecem grupos de todo o mundo. Em Lisboa tens dois festivais: o Super Rock Super Bock todos os anos e de dois em dois anos o Rock in Rio. É verdade que o Estado não apoia muito, mas as pessoas não podem estar sempre a apoiar-se no Estado para criar. Quanto às câmaras proporcionarem espaços, isso sim, concordo contigo. Mas sinceramente não acho que Lisboa esteja assim taõ mal servida de cultura. Pode-se dizer que poderia haver mais coisas... e que Lisboa não é Londres e Paris, mas isso nunca será.