Sou baixo (para a média portuguesa e holandesa), moreno (embora com a pela clara) e tenho tudo menos ar de holandês, no entanto as pessoas aqui já não me falam em inglês, perguntam-me coisas em neerlandês. E eu, claro, com o meu delay de 3 segundos, demoro algum tempo a responder, mas respondo sempre.E é giro. Mostra o quão cosmopolita é esta cidade. Cidade mais pequena que Lisboa, mas muito mais diversa e colorida. Gostava que um dia Lisboa fosse assim.
Ik voel me thuis in Amsterdam!
Ik voel me thuis in Amsterdam!
Spannend!! Toch?
Vamos ser realistas. É basicamente irrelevante se a cidade é mais ou não diversa, desde que isso não provenha de qualquer tipo de discriminação.
Não precisas de sair de Portugal. Aqui também se pergunta tudo em português. Por várias razões eheheh :P
É verdade que os países do centro da Europa acolhem mais estrangeiros. não podemos esquecer que Portugal é um país periférico em termos europeus (apesar de ser bastante central em termos mundiais). Na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia também não existem muitas pessoas de fora pelas mesmas razões. Lembro-me que na Dinamarca olhavam para mim como se fosse um extraterrestre... algo que, apesar de tudo, não acontece com os estrangeiros em Lisboa. Por outro lado penso que sentes isso porque em Lisboa não és um estrangeiro e não te dás com a comunidade imigrante daqui. Mas Lisboa até é bastante colorida. Não faltam pessoas vindas das ex-colónias africanas, do Brsil, países de Leste, espanhóis, ingleses, italianos e até vários holandeses... A diferença é que como português em Lisboa não tens contacto com essa realidade.
Não estava a falar desse tipo de imigração, os holandeses, tal como nós, foram um povo colonialista. Por isso também têm indonésios, surinameses, etc.
Estava a falar dos i ou emigrantes (nunca decorei a diferença) de outros países europeus. ingleses, holandeses, belgas, franceses a viverem aos magotes em Portugal. Mas existe uma resposta. Poucas pessoas falam inglês, a sociedade não puxa a que muitos estrangeiros vivam aí.
Mas eu também referi povos de outros países europeus a viver em Lisboa. E não são tão poucos quanto isso. Há milhares e milhares de espanhóis a viver aqui, tal com há cada vez mais ingleses, franceses, italianos e outros. Claro que não são tantos como em cidades como Bruxelas (que é a cidade com mais europeus de fora da Bélgica, por razões óbvias), Londres, Paris ou Amesterdão... Mas Copenhaga, Oslo ou Helsínquia ainda têm menos estrangeiros europeus a viver por lá... Isso tem a ver com a localização geográfica e não tanto se o povo fala ou não inglês... Até porque em Paris ou Berlim os nativos odeiam falar inglês e têm vários estrangeiros. E mesmo assim, são poucos os portugueses com menos de 45 anos que não falem um inglês suficiente para comunicar razoavelmente.
Tiago, pelo menos nas cidades maiores esse poucos roça o nenhuns...
Hoje em dia considerar Lisboa apenas o seu município é uma falácia enorme. A chamada Grande Lisboa (oficialmente Área Metropolitana de Lisboa) tem cerca de 2,5 milhões de habitantes... o que representa 1/4 da população de Portugal. E isso sim, é o que conta.
Se calhar é por defendermos o País há mais de 850 anos que continuamos independentes, mesmo que alguns considerem isso mau. O que se torna mesmo muito irritante é alguns portugueses emigrarem e depois "desatarem" a dizer mal de Portugal o tempo todo. Uma atitude típica que faz lembrar os antigos emigrantes que continuam a vir de da Suíça ou de França no seu Mercedes e que desdenham a sua terra durante o mês de Agosto: "Lá na Paris é que é bom", "Oh Cátia Denise viens ici, porra!" É sempre feio cuspir no prato onde já se comeu, desculpem lá a expressão. Esta ideia de que tudo o que é de fora é que é bom... já enjoa...
Podem usar o blogue como mais entenderem. Desde que não se zanguem.
Aqui a questão é que, sinceramente, a culpa é toda minha. Nunca foi um gajo de achar que ser português é especial. Claro que aprendi a gostar com o tempo...e com a ajuda do Figo e Cia.
Detesto fado, odeio aquela maneira saudosista de ser, detesto os laços de família que nos amarram a culpas se não tratarmos pais como deve de ser.Etc.
Sempre achei Portugal um país periférico demais, é bom para passar férias, e a velhice. Temos coisas melhores que outros, e piores como ninguém.
No entanto, quando estou fora adoro Portugal, e sinto-me orgulhoso da minha herança. Mas ninguém me peça para achar que somos um país bom, lindo de morrer, etc. Podiamos, bem que podiamos, podiamos ser uma Holanda, Dinamarca, Bélgica, Suécia do Sul, não na frieza, mas na maneira de tratar bem as pessoas (especialmente por parte do Estado), e de sermos minimamente organizados.
Na volta é tudo uma fase. A minha fase actualmente é: Não tenho paciência para Portugal. Uma fase que dura desde, mais ou menos, 25 de Março de 1974.
Agora não me cruxifiquem por isso. São gostos. E é bom ter amigos que adoram Portugal, Lisboa e afins. Para eu perceber que isso tudo tem um valor incalculável.
Gosto muito de Portugal, pena estar cheio de portugueses...
Bom fds.
Tudo bem... têm, obviamente a ter essa ideia do vosso País e da vossa cidade. Agora o que não é justo é estar sempre a comparar cidades. É como comparar Lisboa e Porto ou Paris e Londres ou Roma e Praga. Cada cidade é uma cidade, com as suas características, tradições, peculiaridades e seu povo. Se não se gosta do Tejo, do Castelo de São Jorge, da Baixa, do Chiado, do Bairro Alto, do fado, da sardinha, do Santo António, do miradouro da Graça, do café do Alto do Parque Eduardo VII, dos jardins da Gulbenkian, das vielas de Alfama, do CCB, Jerónimos e pastéis de Belem, do caldo verde, da Ponte 25 de Abril, dos eléctricos amarelos, da Expo, da Av. da Liberdade, das praias da Costa e do sol único daqui, realmente não dá para se amar Lisboa...