Se eu fosse pintor, estaria certamente a passar por um período triste, monótono e sem esperança. Pintaria tudo de uma cor insípida, que não atribuísse qualquer sentimento a quem visse os quadros. Ou se fosse fotografo, tentaria fotografar algo que indicasse o mal sem esperança, aquilo que nem sequer dá reacção. Se fosse escritor, escreveria um conto tão triste e insípido como nenhum outro.
Só assim poderia exprimir o que sinto num dia como o de hoje. No dia em que deveria estar a telefonar à CM a dar-lhes os parabéns por mais um aniversário. No dia que deveríamos estar a combinar uma bebida no Bairro Alto ou um passeio pelas lojas de mobílias em segunda mão que tínhamos agendado para breve.Search
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